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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Com vocês: Rian Santos

Por Lucas Silva


“(...) e um deles chama a atenção pelo texto traçado como um ponto de bordado, trabalhado na linguagem como uma jóia de ourives, que assina Rian Santos”. Luiz Antônio Barreto, in A epopéia dos 200 anos de imprensa (V)



Na seção “Sobre o blog” encontra-se a constatação: melancolia e destruição com charutos. Spleen e Charutos é o nome dado por Rian Santos ao seu blog. Ele, que também é colunista dominical do Jornal do Dia, escreve o modo como vê a vida - com uma mescla de política, muitos escarros sobre o cotidiano e uma enxurrada de frases metafóricas que possibilitam aos leitores apreciar uma literatura não típica em nossa imprensa.

Seus textos caracterizam-se pela forma áspera de descrever a realidade estonteante que o cerca, principalmente a realidade política. Não mede palavras para dizer o que pensa; embora as escolha de forma deliberadamente acertada.

Ler seus artigos é como tentar penetrar num universo denso de representações do cotidiano sob a perspectiva de alguém nada otimista.

Uma literatura que infelizmente permanece escondida. Ou pouco conhecida. Talvez para o escritor Rian isto pouco importe, mas para aqueles que assim como eu, gostam de apreciar boas leituras, não seria demasiado a indicação e sugestão de leitura. Fica um trecho como ilustração:


(...) Educado naquele ambiente besta, eu tinha tudo para me tornar um completo
idiota, mas o professor de redação tinha que me emprestar uns livros de Kafka!
Por me obrigar assim tão cedo à lucidez, nunca o perdoarei. Ele teve juízo.
Antes de cismar em publicar seus artigos aqui no Jornal do Dia, se dedicou ao
magistério e construiu uma casa, talvez tenha plantado uma árvore, exerceu sua
vocação de macho fazendo um filho. Eu não tenho direito a nada disso. Com o piso
de jornalista que ganho por esses escritos, mal alimento minha fome. Mas não
tarda o momento de minha despedida, até nunca mais.


Vou-me embora pra Pasárgada, algum boteco fedido numa viela esquisita. Lá, me tornarei amigo do
rei.


Leia na íntegra aqui.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Cinema quanto baste

Por Ricardo Gomes

Controvérsias sobre a reforma ortográfica à parte, não se pode deixar de ver que há excelentes motivos para os brasileiros tomarem interesse por textos escritos em português estrangeiro, pelo menos na Internet. Há, por exemplo, uma entusiasmante e extensa lista de blogs sobre cinema em Portugal, uma parte razoável dela com críticas cuidadosas e inteligentes o suficiente para estimular até os que mais estranham o vocabulário e a ortografia lusitana. Recomendo sem reservas o trabalho do jornalista Gonçalo Sá, que resenha não só o que vai à tela - ou grande ecrã, como a chamam na terrinha - mas também discos, shows e, eventualmente, livros. O Royale with cheese, o Cinema notebook e os arquivos do infelizmente desativado Cine7 também valem muito a pena.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Uma nova cultura



Por Lucas Silva

Foto: Cox & Forkum

Muitas têm sido as formas que nós humanos desenvolvemos para nos comunicar com o próximo. Com a decorrência dos avanços tecnológicos estas formas multiplicaram-se. E transfiguraram-se a ponto de passar do mundo real, palpável, para o plano virtual. E essas mesmas formas de comunicação são as responsáveis por um processo em andamento de surgimento de uma nova cultura: a cultura blogger.

Para refletir sobre esta cultura em desenvolvimento, “...que se desdobra em problemas que redimensionam os conceitos de identidade, cultura, socialização e mesmo as práticas textuais ligadas à literatura e ao jornalismo, entre outras”, é que a Revista da Fapese, uma publicação semestral, de divulgação de conhecimento científico produzido por nosso Estado, publicou no Vol. 4 n°1, um artigo da Prof.ª Lilian França, que se propõe a analisar os ciberdiários, ou também blogs.

O estudo analisa de modo crítico as práticas textuais e formas de comunicação distantes da norma padrão culta, baseadas em palavras, frases e expressões muitas vezes incompreensíveis e que começam a ganhar espaço também em outros meios de comunicação, percebidas de forma mais acentuada nos blogs.

Para saber mais o que vem a ser os blogs, como surgiu, que modificações teve, quais reflexos produziram para nossa sociedade, confiram o artigo na íntegra.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Olha a preguiça!

Por Iuri Max

Escreveram no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros: “a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos”. Esqueceram.
Mais de 80% dos jornalistas utilizam blogs como fonte. A pesquisa realizada em diversas cidades brasileiras foi divulgada no Comunique-se.

Que responsabilidade tem um blog com a sociedade? Nenhuma.
São irresponsáveis? Sim. Não. Varia
Pode-se confiar no conteúdo dos blogs? ALGUNS sim.
Poucos.
POUCOS.

Olha o nosso!
Verdade, imparcialidade, objetividade.
Será que todas as matérias aqui foram escritas com os princípios básicos do jornalismo? Espero que sim.
Mão no fogo?

Imaginem agora a imensidão da internet.
Quantos são os blogs dignos de publicação jornalística? Mais uma vez: poucos.

Não há problema em utilizar os blogs como inspiradores de pauta. Como fonte, sim. Não há quando é desenvolvida uma apuração. Entrevistas e investigações ainda são necessárias.

Clippings na íntegra, descarados Ctrl C - Ctrl Vs só mostram a preguiça de alguns jornais e jornalistas. Uma pena que a porcentagem seja tão alta.