Mostrando postagens com marcador imprensa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imprensa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O jornalismo marcando presença

Por Fernanda Carvalho

Mais uma vez a imprensa foi peça fundamental num passo importante para a comunidade internacional. Nesta sexta, 27, a derrubada da torre de resfriamento de uma usina nuclear norte-coreana contou com o registro das câmeras e olhos de profissionais de veículos de cinco organizações estrangeiras.

Um dos países mais fechados do mundo, a Coréia do Norte abriu suas portas para a imprensa internacional presenciar o acontecimento que a marcou.

Segundo O Globo Online "A medida é uma tentativa do governo comunista de mostrar comprometimento com um acordo sobre desarmamento nuclear, um dia após entregar à China um relatório de suas atividades nucleares e receber dos Estados Unidos a promessa de ser retirada da lista de patrocinadores do terrorismo".

O fim dessa classificação lhe trará alguns benefícios, entre eles a autorização de recebimento de investimentos estrangeiros. As sanções ao país comunista ainda serão avaliadas por potências mundiais.

A emissora sul-coreana MBC informou que a torre foi colocada no chão à tarde (horário local). Nesse contexto se reafirma o papel social e histórico do jornalismo, pelo fato de estar presente no relato de uma realidade apreensível.

Foto: Reuters

Não é prosaico: é notícia.

Por Iuri Max

Todos conhecem o estereótipo clichê das modelos: altíssimas e macérrimas. Todos também sabem, mas muito pouco discutem, que modelos negras são raras exceções nos desfiles e editoriais de moda. Eventualmente surgem algumas vozes no mundo fashion – que também são exceções – dispostas a “falar” em prol da negritude. Tão raras que, quando em doses não homeopáticas, são sempre notícia.

Foi lançada ontem a edição de julho da Vogue italiana. Chamou a atenção de grande parte da imprensa mundial. O New York Times, por exemplo, fez uma crítica bastante elogiosa à revista. Motivo: é uma edição inteiramente “black”. São mais de cem páginas dedicadas ao assunto. É repleta de fotos feitas pelo renomado fotógrafo Steven Meisel e todas são de modelos negras.

Infelizmente o mercado inibe a disseminação dessas ações. Meisel diz na matéria do Times que as grifes não costumam utilizar modelos negras porque acreditam que o consumidor irá resistir ao produto. São poucas as que vão de encontro a essa idéia. Tornam-se manchete. Afinal o insólito continua, ainda, sendo valor-notícia.

Veja também a matéria do Globo Online sobre o assunto.
Foto por Steven Meisel para Vogue Italia.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A diversidade e a categorização da imprensa

Por Diógenes de Souza

Nos últimos anos ao se pensar em veículos da imprensa voltados ao público gay tinha-se a mesma resposta: G Magazine.

Inovadora por atrair para as suas páginas ensaios de nu de celebridades (algo único no mundo) e modelos famosos, a publicação de cunho erótico perdeu sua hegemonia para com essa fatia de público por outras revistas surgidas entre o ano passado e 2008.

Junior, DOM (2007) e Aimé (2008) apareceram com a proposta de desmitificar caricaturas homofóbicas e atrair, além de anunciantes que se afastavam da G Magazine pela erotização dispensada, um perfil de leitor diferente do que já era explorado.

Voltadas, principalmente, ao homem que é gay, rico, bonito, bem sucedido e discreto, nas suas páginas predominam matérias sobre comportamento, moda, saúde, fitness, cultura, gastronomia, decoração e etc. Ah, sim, há os ensaio fotográficos, mas estes restringem-se a modelos usando sungas, e pronto!

Junior pertence ao grupo Mix Brasil, um conglomerado de mídia voltado ao público GLS. Lançada em Setembro do ano passado, já é considerada a Capricho Gay por se voltar ao público teen.

”A Junior tem essa questão, está pegando um público muito jovem e um público mais velho também. O nome da revista se explica aqui dentro, Junior é o teu filho, é o filho que o gay não tem, então é um nome de todo homem, mas ele dá essa conotação de ser jovem também”, define André Fischer, proprietário do grupo, em entrevista à Revista Imprensa.

No entanto, DOM (lançada em novembro) e Aimé (abril deste ano) se voltam ao homem gay mais maduro. Esta última, por exemplo, pretende ser conhecida como a “Veja Gay”. Inspirações "abrilescas" à parte, outro fenômeno interessante trazido por essas publicações é o aproveitamento de artistas, que talvez não posariam nus, em seus editoriais. São exemplos os atores: Rodrigo Hilbert, Rômulo Arantes Neto e Cauã Reymond.

Mesmo surgindo em um momento oportuno, essas revistas pretendem apenas estimular o consumismo, esquecendo-se de que os gays ainda são uma minoria carente de vários direitos, dos mais necessários aos supérfulos. Como imprensa, deveriam também levantar debates sobre questões importantes para a classe.

O objetivo de acabar com preconceitos pode acabar gerando outros. Se antes a G Magazine traduzia o comportamento sexual dos gays, essas podem criar a imagem de homens fúteis que se importam apenas com beleza e dinheiro. Categorizar é importante. Rotular é demasiado dispensável.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Desabafo de Luciano do Valle é sucesso na web

Por Erick Souza

Experiência, fama e polêmica: Com 46 anos de carreira no jornalismo esportivo brasileiro, o locutor, apresentador e também empresário Luciano do Valle, atualmente na TV Bandeirantes, desqualificou vários de seus colegas de emissora em um programa transmitido ao vivo, pela sucursal da Band em Pernambuco na última quarta-feira, 11. O vídeo foi publicado no site YouTube e visualizado cerca de 300.000 vezes em menos de 1 semana.

A polêmica surgiu às vésperas da segunda partida da final da Copa do Brasil entre Sport Recife e Corinthians, a ser realizada no estádio da Ilha do Retiro, na capital pernambucana. Neste contexto, houve várias acusações de a grande imprensa brasileira, fixada no eixo Rio-São Paulo abordar, narrar e comentar tendenciosamente a favor da equipe paulista.

Do Valle, que reside em Recife e apresenta um programa diário na retransmissora local, fez então, horas antes da partida, um desabafo contra os colegas Oscar Roberto de Godói, Neto, Milton Neves e Flávio Prado, que segundo ele, não teriam diploma e seriam despreparados para atuar ao seu lado.

Veja o vídeo na íntegra:

"Eu tô indignado. Eu vou transmitir o jogo hoje porque eu sou obrigado. Eu, por mim, não pisava na Ilha hoje, mas nem por decreto... porque é um jogo só. São 90 minutos de bola. Quem ganhar ganhou, quem não ganhou bate palmas e continua a vida. Vamos parar com isso... onde é que nós estamos? A imprensa de São Paulo tá o que: abrindo guerra contra a imprensa do Brasil? Imprensa não, vírgula, os que se acham da imprensa. Porque na minha concepção de jornalista não tá o Neto, não tá o Godói, e comentam na Bandeirantes. Pra comentar ao meu lado tem que ter diploma, e eles não têm! Então não adianta ir na onda deles. Eles querem bagunça, querem audiência! Cadê o diploma do Milton Neves, cadê!? Cadê o diploma do Flávio Prado, quero ver... é radialista, jornalista não! E aí por diante... mas deixa pra lá. [...]"

A declaração foi vista por muitos como uma demonstração de coragem, indignação e coerência. Por outros, apenas como uma jogada de marketing, já que à noite, do Valle transmitiu a partida normalmente acompanhado por Godói e Neto, e em clima bastante amistoso.

O Sport venceu a partida por 2x0 e tornou-se o primeiro clube pernambucano campeão da Copa do Brasil.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Justiça seja feita

Por Yasmin Barreto

Foi divulgada uma notícia de que os veículos de comunicação - responsáveis pelo escândalo e pela degeneração da imagem dos acusados no caso da Escola Base - terão de pagar indenização ao filho do casal acusado, uma das crianças envolvidas.

Esse fato foi um espécie de marco na história da imprensa brasileira, ele serviu de exemplo para o que não se deve fazer. A imprensa agiu de forma leviana, colocando-se como superior e detentora da verdade. Essa vontade extrema da mídia de formar opinião e a prepotência de se achar o 4º poder acabou com a vida dos então envolvidos no caso.

Que essa notícia sobre a punição dos veículos de comunicação sirva pra mostrar que a liberdade de imprensa vira um caso delicado quando vai de encontro com os direitos do cidadão. Pode parecer clichê, mas não custa repetir que é imprescindível que haja ética e responsabilidade com a verdade na apuração e divulgação de notícias. E que disso se tire uma lição.

A 'barriga' da imprensa brasileira em 2008

Por Diógenes de Souza

Semana passada foi divulgada uma notícia sobre um incêndio em uma fábrica de colchões na Zona Sul de São Paulo. Nas informações preliminares uma tragédia havia sido anunciada: um avião da empresa Pantanal tinha se chocado com um edifício nas imediações do Aeroporto de Congonhas.

A Globo News pôs no ar antes de checar a veracidade. Acabou por criar uma barriga (termo que designa uma bobeada de jornalistas) propagada rapidamente por vários outros veículos que asseveraram o erro do canal, e pioraram ainda mais a situação. Logo tudo foi desmentido.

Em artigo no Observatório da Imprensa, Venício A. de Lima observa que justamente o jornalismo das Organizações Globo, que no acidente entre o Boeing da Gol e o jato Legacy, optou pela cautela para divulgar as informações, cometeu o erro. “A Globo sempre alegou que não poderia ter dado a notícia sem primeiro checar os fatos. A emissora temia as eventuais repercussões que uma notícia dessas – não confirmada – poderia causar na vida de milhares de pessoas”, escreve.

Assim, pudemos conferir o que pode ocorrer na busca pelo furo, quando se dispensa o cuidado devido com a informação e o impacto que ela poderá causar ao ser divulgada. Para nós estudantes, vale o aprendizado de como se comportam as empresas jornalísticas e o que poderemos enfrentar, diariamente, no exercício da tão estimada carreira.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Alunos da UFS promovem debate sobre destaques na mídia

Por Janaína de Oliveira

No último dia 12 aconteceu, no auditório da reitoria na Universidade Federal de Sergipe, seminário sobre Mídia e Direito Penal, organizado pelo Diretório Acadêmico de Direito, com ajuda dos estudantes de Comunicação Social. Foram convidados a participar da mesa de debate o ex-presidente do Sindijor, Cristian Góis; a professora da matéria de Direito Penal, Denise Leal; o representante do ministério público, Djanir Jonas Filho; e o editor do caderno de Segurança Pública do Cinform, Henrique Matos.

O critério de escolha dos palestrantes, segundo João Ademir, estudante de direito e um dos organizadores do evento, foi procurar um jornalista mais crítico e progressista, que seria o caso de Cristian Góis; alguém que representasse a mídia que vem sendo contestada aqui no estado, que seria o Cinform na pessoa de Henrique Matos; um membro do ministério público como Djanir Jonas, com participação ativa na fiscalização do trabalho da mídia; e a professora Denise Leal pra dar uma visão mais acadêmica de como a mídia vem acompanhando casos como os de Isabella Nardoni e Pipita.

No debate discutiu-se sensacionalismo, limites e papel da mídia, em casos como Isabella e Pipita, influência da mídia em casos de justiça social, posição do ministério público sobre o que é veiculado na imprensa, dentre outros temas. Segundo o estudante João Ademir, os participantes conseguiram realizar um debate de qualidad, que provocou reflexões nos estudantes. Ademir disse ainda estar muito satisfeito por ter o auditório lotado, e por ver a participação dos estudantes que fizeram perguntas e se mostraram interessados em debater junto com os palestrantes.

É muito bom ter debates como esse dentro da universidade, principalmente debates extracurriculares, debates de formação social. É de extrema importância a reflexão trazida, a ligação entre os cursos e a visão da sociedade como um todo.

O estudante de jornalismo Daniel Carlos gostou muito do seminário por se tratar de um assunto multidisciplinar que abrangeu estudantes tanto do curso de Direito quanto do curso de Comunicação, e parabenizou a organização do evento. “Preferi ficar com a opinião dos quatros palestrantes porque acho que se escolhesse uma linha de reflexão eu estaria me limitando, preferi ver o assunto de uma maneira geral”, destacou.