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quarta-feira, 16 de julho de 2008

INSTABILIDADE NOS CORREIOS


Por Talita Sant'Anna


O quanto você considera importante o serviço dos correios? Seus funcionários podem passar despercebidos nas ruas, sem qualquer tipo de cumprimento, às vezes são até atacados por cachorros, mas, de qualquer forma, ao chegar em casa, todos nós deparamo-nos com a devida correspondência entregue.

Por ora essa situação não se repete. Desde o primeiro dia de julho os carteiros fazem uma greve que já atinge 22 estados no país, além do Distrito Federal. O motivo? Funcionários almejam o cumprimento integral de um acordo assinado em novembro de 2007, pelo presidente da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), Carlos Henrique Custódio e pelo ministro das comunicações, Hélio Costa, onde ficou definido: um adicional de 30% de risco para os carteiros, um aumento no percentual da participação nos lucros e ainda a implementação de um plano de carreira.

Enquanto a ECT não entra em um acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a greve continua e, em todo o Brasil, as correspondências não entregues já se acumulam em 84 milhões de cartas e 360 mil encomendas atrasadas, segundo informações dos Correios. Esse impasse atrapalha a sociedade que, em decorrência, acaba esquecendo alguma conta dentre muitas a pagar.

AS FATURAS
O atraso ou não recebimento das contas a pagar não livra a população de saldá-las até o vencimento. Por conta da greve dos correios é sugerido que o consumidor procure o estabelecimento onde possui contas a acertar e busque outras formas de pagamentos (uma 2ª via da fatura, um boleto bancário e até mesmo utilizar-se de débito em conta), contanto que não deixe de exercer seu compromisso diante da situação indesejada.